A refugiada ucraniana Iryna Zarutska, 23 anos, foi assassinada em um trem leve em Charlotte, Carolina do Norte, no dia 22 de agosto. O Departamento de Polícia de Charlotte-Mecklenburg divulgou que DeCarlos Brown Jr., 34 anos, foi preso pelo crime após receber alta de um hospital local, onde havia sido tratado por ferimentos sem risco de vida. Ele foi formalmente acusado de homicídio de primeiro grau.
Embora o caso tenha ocorrido há mais de duas semanas, a tragédia passou a receber atenção nacional nos Estados Unidos após a divulgação de imagens de câmeras de segurança que registraram os instantes anteriores e posteriores ao crime. Segundo autoridades locais, o governo Trump também acompanha as circunstâncias relacionadas ao assassinato.
O crime ocorre em meio ao prolongado conflito entre Ucrânia e Rússia, iniciado em fevereiro de 2022, e às discussões sobre aplicação da lei e justiça criminal dentro dos Estados Unidos. A morte de Zarutska, que havia deixado uma região devastada pela guerra, gerou questionamentos sobre a reincidência criminal e o sistema judicial norte-americano, já que o acusado possuía histórico de prisões anteriores.
Repercussão no Brasil
No Brasil, o caso repercutiu em círculos religiosos e sociais. O pastor Ageu Magalhães, da Igreja Presbiteriana de Vila Guarani, em São Paulo (SP), criticou a impunidade.
Ele declarou no X:
“O assassino de Iryna tinha histórico de prisões e, na última, foi solto sem fiança. Como disse Thomas Watson, ‘a respeito de um criminoso que cometeu seis assassinatos, pode-se dizer que o juiz é culpado de cinco deles, porque não executou o criminoso por sua primeira ofensa’”.
Já o pastor Jack, da Igreja Vintage, em Porto Alegre (RS), relacionou o episódio a tensões raciais contemporâneas. Segundo ele: “Existe hoje um ódio (racismo) aos brancos no mundo todo e pastores têm medo de falar sobre isso”.
O caso segue em investigação pelas autoridades de Charlotte, enquanto líderes políticos e comunitários discutem possíveis mudanças no sistema de justiça criminal norte-americano.
Existe hoje um ódio (racismo) aos brancos no mundo todo e pastores tem medo de falar sobre isso. https://t.co/MXnbYU9TSE
— O Pastor Tóxico (@OPastorJack) September 9, 2025