Adriana Mijangos, natural do México, relatou em participação no Huesos Secos Podcast sua trajetória em práticas de bruxaria e sua posterior conversão ao cristianismo. Nascida em uma família com tradição em santeria – prática religiosa que sincretiza elementos de ritos africanos, indígenas e catolicismo.
Mijangos declarou ser a quarta geração de mulheres envolvidas com a bruxaria, até que tudo mudou.
Em declaração ao podcast, ela descreveu sua exposição precoce ao mundo espiritual, sendo incentivada pela própria mãe.
Ela me dizia: ‘Você tem uma estrela, você vê coisas, você tem um dom. Foi aqui que Satanás usou dons dados por Deus para seu serviço”, disse Mijangos, sugerindo que a sua inclinação para a vida espiritual foi distorcida pelo inimigo.
“Tinha um lar quebrado, meu pais não eram muito presentes, também passei por um abuso. Então, [a bruxaria] se tornou meu abrigo”, contou.
“Era como se eu estivesse viciada. Meu vício era o ocultismo, porque no final estava tão acostumada com todos esses picos de adrenalina, por tudo o que você vê e consegue através da magia, através da adoração a Satanás. Mas ele sempre vai cobrar de você e haverá um preço”, revelou.
A jovem também relatou ter se interessado por bruxaria celta, bruxaria verde e bruxaria branca, sendo treinada por outras praticantes. Todas essas práticas, contudo, não passam de máscaras que escondem uma coisa só: forças do mal.
Aos 20 anos, já consagrada na santeria, Mijangos realizava rituais que incluíam sacrifícios e atendia cerca de 30 pessoas diariamente como vidente. Sobre esse período, declarou: “Há sempre uma troca, Satanás nunca lhe dará nada, sempre vai te cobrar algo. Entreguei a minha alma ao diabo”.
Conversão
O ponto de virada ocorreu durante uma prática ritualística às 5h da manhã em sua residência. Mijangos descreveu uma experiência sobrenatural:
“A sala era cheia de quadros de santos nas paredes e aqueles rostos começaram a derreter. Eu vi a verdadeira face do que eu estava adorando e eles eram demônios”. Em seguida, relatou ter tido uma visão de Jesus Cristo: “Naquele momento eu vi Jesus em um cavalo branco, vestido de branco. Eu nunca senti tanto amor, tanta paz”.
Imediatamente após a experiência, Mijangos decidiu abandonar suas práticas após 16 anos de envolvimento ativo com o ocultismo. Descartou todos os objetos relacionados à feitiçaria e iniciou um processo de conversão ao cristianismo.
“O pai celeste formou minha identidade com tanto amor e com tanta paciência e tirou essa sensação de se sentir suja e má”, testemunhou.
Atualmente, Adriana Mijangos utiliza suas redes sociais para alertar sobre os perigos das práticas ocultistas, compartilhando seu testemunho de conversão religiosa.