Ataque a igreja no Congo deixa 43 mortos, incluindo crianças

Pelo menos 43 cristãos morreram neste domingo (27/7) durante um ataque realizado pelas Forças Democráticas Aliadas (ADF, em inglês) contra uma igreja católica na cidade de Komanda, província de Ituri, no nordeste da República Democrática do Congo (RDC).

Segundo informações da Missão de Estabilização das Nações Unidas para a RD Congo (Monusco), os rebeldes invadiram o local de culto enquanto fiéis participavam de um momento de oração. Entre as vítimas fatais estão nove crianças.

“Relatos indicam que a maioria das vítimas foi esfaqueada dentro da igreja. Várias pessoas também foram raptadas pelos atacantes. Além disso, casas e estabelecimentos comerciais foram incendiados, exacerbando uma situação humanitária já crítica na região”, afirmou a vice-chefe da Monusco em um comunicado divulgado na noite de domingo.

O comunicado da ONU condenou veementemente o ataque: “Estes ataques direcionados contra civis indefesos, particularmente em locais de culto, não são apenas revoltantes, mas também constituem violações flagrantes de todas as normas de direitos humanos e do direito internacional humanitário”.

Fim da trégua e contexto regional:

O ataque aos cristãos em Komanda marca o fim de um período de relativa calmaria de vários meses na província de Ituri, fronteiriça com Uganda. O último incidente significativo atribuído às ADF na região ocorreu em fevereiro de 2025, quando 23 pessoas foram mortas no território de Mambasa, também em Ituri.

O Exército congolês (FARDC) qualificou o evento como um “massacre em larga escala”. Em nota, as FARDC acusaram as ADF de terem “decidido vingar-se contra populações pacíficas e indefesas com o objetivo de espalhar terror”.

O leste da RD Congo permanece uma das regiões mais instáveis e perigosas do mundo. Estima-se que cerca de 130 grupos armados operam em todo o país, muitos deles envolvidos em conflitos pelo controle das vastas reservas de recursos naturais da região, como coltan, cobalto, ouro e diamantes.

Sobre as ADF

As ADF são um grupo insurgente de origem ugandesa, estabelecido há décadas no leste congolês. Responsáveis pela morte de milhares de civis ao longo dos anos, são conhecidas pela brutalidade de seus ataques, frequentemente utilizando machados e facões.

Em 2019, o grupo jurou lealdade à organização Estado Islâmico (EI), sendo designado como “Província da África Central” do EI. O ataque deste domingo ocorre poucos dias após o término de uma trégua, em 19 de julho, entre as forças congolesas e o grupo rebelde M23 em outra parte do leste do país. Com: Metrópoles.

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